Perder para ganhar

Adaptado de um livro de Neale Donald Walsch:

“Algumas pessoas querem, mas têm muito medo de deixar seus empregos. Foram apanhadas em armadilhas que elas mesmas planejaram. Acham que, se deixarem o emprego ou o cargo pelo qual tanto lutaram, tudo estará perdido.

No entanto, tudo já está perdido; caso contrário, elas não iriam querer sair. 

A pergunta não é o que perderão se deixarem o cargo, mas o que ganharão. “O que faz com que pensemos em sair do emprego?” Essa é a pergunta.

Quando olhamos para os motivos que levam essas pessoas a pensarem em sair, concluímos que há algo que não anda bem na situação em que se encontram.

O que eu diria às pessoas com esse dilema é: precisamos viver a vida, em vez de ganhar a vida. Elas podem estar muito mais felizes com um terço da sua renda atual se trabalharem em algo que fosse resultado do que elas são, que trouxesse alegria à sua alma.

Esta é a pergunta: o que realmente traz alegria para sua alma? É maravilhoso quando o que se faz para ganhar a vida traz alegria à alma. Porém, isso parece que acontece com uma minoria das pessoas. 

A maioria vive em um silencioso desespero, fazendo o que acha que tem que fazer para sobreviver.

Ao fazer aquilo que traz alegria à alma, alguns amigos e parceiros, membros da família e outros chamarão isso de ser irresponsável. Mas isso é ser responsável pelas próprias escolhas. É a recusa em ser infeliz em qualquer tipo de ocupação ou atividade simplesmente para manter um padrão de vida. Mesmo se eu pensar que a felicidade dos outros é minha responsabilidade, como posso fazer outras pessoas felizes se estou infeliz em minhas tentativas de fazê-las felizes?

Essas pessoas presas em armadilhas podem fazer um pequeno teste. Primeiro, escrever num pedaço de papel: “armadilhas em que fui apanhado”. Depois, descrever a armadilha que os pegou. Por exemplo:

“Estou num trabalho de que não gosto; porém, se eu o deixar, não ganharei o dinheiro que estou ganhando e não serei capaz de ter todas as coisas que tenho para mim e para as pessoas que dependem de mim.”

Isso é uma armadilha. Em seguida, vem a pergunta: “O que aconteceria se eu saísse dessa armadilha?”. Depois de responder a essa pergunta, haverá uma terceira: “O que aconteceria se eu fizesse isso?”

O que se descobre é que o mundo continuará girando.

Há muito anos, aprendi uma lição com a Dra. Elizabeth Kubler-Ross. Um dia, íamos por uma estrada e eu lhe disse que realmente queria fazer alguma coisa, mas que isso exigiria que eu deixasse meu emprego e eu achava que não podia fazer isso, sobretudo porque muitas outras pessoas dependiam de mim.

Elizabeth me olhou calmamente e me perguntou: “E o que todas essas pessoas fariam se você morresse amanhã?”

“Essa pergunta não é justa”, respondi, “porque provavelmente não morrerei amanhã.”

No que ela respondeu: “Não, você está morrendo agora.”

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Published in: on outubro 14, 2013 at 5:32 pm  Deixe um comentário  

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